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A Terapia Nutricional (TN) deve ser parte integrante do tratamento rotineiro do paciente.

               A prática da TN no Brasil não é recente, porém apenas em 1998 surgiram as primeiras regulamentações nacionais. Com elas, o Ministério da Saúde regulamentou que todo hospital tenha uma equipe multiprofissional direcionada para o adequado suporte nutricional dos seus pacientes ( EMTN). A abrangência da atuação de uma EMTN vai desde a avaliação e detecção dos candidatos à Terapia Nutricional até garantir a confiabilidade e segurança em relação à fonte dos produtos utilizados e a administração da dieta, monitorando periodicamente os pacientes internados sob o ponto de vista nutricional.

               A alteração do estado nutricional é muito frequente em câncer. A desnutrição afeta 40 a 80% dos pacientes, sendo responsável direta por 20% de todas as mortes nestes pacientes. O desenvolvimento da desnutrição pode ser precoce, na época do diagnóstico, principalmente nos tumores do trato gastrointestinal e pulmão e agravar-se no decorrer do tratamento devido aos efeitos colaterais da radio e quimioterapia e das internações hospitalares.

               A desnutrição em câncer está associada, a maiores taxas de infecção e maior tempo de internação no paciente cirúrgico, maior toxicidade à quimioterapia e a radioterapia, piores resultados nos indicadores de qualidade de vida e aumento dos custos hospitalares.

              As causas da desnutrição no câncer são multifatoriais e podem ser resumidas por um balanço energético e proteico negativo impulsionado por uma combinação variada de redução da ingesta alimentar, aumento do gasto energético basal e anormalidades no metabolismo de nutrientes. A redução da ingestão alimentar é agravada por fatores relacionados a terapia antineoplásica - incluindo mucosites, infecções, náuseas, vômitos, disfagia, malabsorção, dor e depressão, contribuindo para a aceleração do processo de caquexia.

              Especificamente para pacientes oncológicos, o objetivo da TN é manter ou melhorar o estado nutricional para permitir o início e a conclusão do tratamento antineoplásico no tempo planejado, seja ele cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou combinação destes e também aumentar a capacidade funcional e qualidade de vida mesmo em casos de doença avançada.

                Os riscos e custos envolvidos na Terapia Nutricional tornam necessária indicação e acompanhamento criteriosos e racionais que serão otimizados com o emprego do modelo de Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional.

A EMTN-CEPON existe oficialmente desde 2013 e atualmente é composta:

· Coordenadora Clínica: Dra Alessandra Borges Liviera

· Coordenadora Técnico-Administrativa: Nutric. Maria Emília de Souza Fabre

· Enfermeiros: Anna Paula Xavier; Cynthia R S da Silva; Giovanna Trescher; Lucas Bordignon; Patricia Bion

· Farmacêuticos: Rita de Cássia Franz Vieira e Marcio Wagner

· Médico: Alessandra Borges Liviera

· Nutricionistas: Gilvana Nazaré Ribeiro da Costa; Jessica Wszolek; Maria Emília de Souza Fabre; Mariana Gascue de Alencastro.

             A EMTN-CEPON está subordinada a Gerência de Assistência do CEPON. Nossas atribuições gerais estão dispostas no Regimento Interno da EMTN-CEPON aprovada pela Direção Geral do CEPON.

            Nosso objetivo é desenvolver ações de natureza técnico-científica de forma permanente, visando promover o programa de Boas Práticas de Terapia Nutricional, auxiliando o tratamento dos pacientes em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral e com redução máxima possível da incidência e da gravidade das complicações relacionadas à Terapia Nutricional.

Dra Alessandra Borges Liviera

CRM-SC: 18516

Coordenadora Clínica EMTN-CEPON